Durante a conversa, que inicialmente tratava das atrações do São João 2026 — como Joelma, Ney Vaqueiro e Silvano Sales — o gestor foi questionado sobre a estrutura da Praça Artur Vieira, tradicional palco das festividades juninas. A preocupação com o espaço, que vem se tornando pequeno diante do grande público, abriu caminho para um tema ainda mais amplo: o destino do Mercado Municipal.
Diferente do que muitos podem imaginar, o Mercado Municipal já não cumpre há anos sua função original. O espaço, que outrora foi ponto de encontro e movimentação da população, ficou por muito tempo sem uso, tornando-se obsoleto. Atualmente, funciona apenas de forma provisória uma fábrica de plástico, sem qualquer ligação com a cultura ou com o comércio tradicional que marcou sua história.
Diante desse cenário, a proposta da gestão municipal ganha um novo sentido. Não se trata apenas de remover um símbolo histórico, mas de dar uma nova utilidade a um espaço que há anos deixou de servir à população. A ideia, segundo Mauro Vieira, é demolir o Mercado Municipal e liberar a área ocupada pelo mercado para a ampliação da Praça Artur Vieira.
O objetivo é claro: proporcionar mais conforto, segurança e organização para os eventos que já fazem parte da identidade cultural de Anguera, especialmente o São João, que cresce a cada ano e exige uma estrutura compatível com sua grandiosidade.
O prefeito destacou ainda que, para 2026, os festejos continuarão sendo realizados na praça, atendendo ao clamor popular e dos comerciantes. No entanto, já há um projeto em mente para a reestruturação do espaço, com a promessa de melhorias significativas e surpresas para a população no futuro.
Assim, o que antes poderia ser visto como o “fim” de um patrimônio, passa a ser compreendido como uma transformação necessária. O Mercado Municipal, hoje sem função social ativa, dará lugar a uma nova proposta: um espaço mais amplo, preparado e digno para acolher o povo anguerense em seus momentos de celebração.
Mais do que o tombamento de uma estrutura física, Anguera vive a transição de um passado que já não atende às suas demandas para um futuro que busca valorizar, acima de tudo, o bem-estar da sua população.