PARALISAÇÃO NACIONAL: VEJA O QUE FUNCIONA


As centrais sindicais convocaram a população para mais uma Paralisação Nacional. O movimento será realizado nesta sexta-feira (30). A última paralisação nacional foi realizada no dia 11 de julho deste ano. Algumas centrais sindicais  já se pronunciaram quanto à paralisação, porém não há confirmação sobre o funcionamento integral de serviços em empresas e lojas.

Está marcado para as 2h da madrugada o início dos protestos no Sindicato dos Trabalhadores Químicos da Bahia, ao lado do IBGE, na rua Barão de Cotegipe.
 
Comércio - Délcio Mendes Barbosa, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio de Feira de Santana, informou que a orientação é para que o comércio não funcione. O Sincofs enviou a seguinte nota: "Estamos enviando em anexo, para conhecimento e para torná-los cientes que amanhã, 30/08/2013 (sexta-feira), haverá paralisação em todos os setores da cidade. Orientamos que cada empresa realize acordo com seus respectivos colaboradores no sentido de não haver prejuízos para ambas as partes. Para tanto, advertimos sobre a questão do transporte público (este que não funcionará, conforme contato já estabelecido com o sindicato dos rodoviários) e sobre a necessidade de cada empresa ser hábil na formalização de seus acordos particulares para não haver conflitos internos com colaboradores posteriormente".
 
 
Judiciário baiano - Representados pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado da Bahia (Sinpojud), os servidores paralisarão suas atividades.  A Diretoria Executiva do Sinpojud informa que o protesto da categoria do judiciário é referente aos diversos problemas vivenciados pelos servidores do judiciário baiano. Carência de servidores, sobrecarga de trabalho e o não pagamento de substituição, morosidade na realização de concurso público, sucateamento dos cartórios extrajudiciais, dentre outros. Devem funcionar apenas os serviços do plantão judiciário.
 
 
Bancos – Os bancários também vão aderir à paralisação nacional nesta sexta (30). Entre as reivindicações da categoria estão contratação de bancários e respeito ao cliente. 
 
Rede particular de ensino - Não confirmado.
 
Professores da rede pública - Concentração às 9 horas em frente à Prefeitura Municipal de Feira de Santana - pelo fim do fator previdenciário; piso, carreira e jornada; votação imediata do PNE; profissionalização dos funcionários da educação; 10% do PIB para educação; fim da terceirização do serviço público etc.
 
Professores da Uefs/Adufs -  Panfletagem  às 8h do pórtipo da universidade -  Suspensão das aulas não foi confirmada até o momento. 
 
Ônibus –  Os ônibus não vão sair da garagem às 4h como todos os dias, mas podem voltar a circular a qualquer momento, a depender do andamento do movimento. O setor de transporte público da prefeitura vai ficar monitorando a paralisação e se a mesma perder a força ao longo do dia, os ônibus voltam a circular.
 
 
Polícia Civil - O diretor do Sindicato dos Policiais Civis da Bahia, Joseval Costa, confirmou a adesão da categoria na paralisação amanhã. De acordo com ele, a decisão foi definida em Brasília e a categoria vai paralisar por 24 horas a partir das 8h de sexta (30). A pauta de reivindicações é URV; auxílio alimentação, valor da diária, principalmente em festas como o Carnaval; fator previdenciário e também o projeto de lei orgânica nacional, que está tramitando no congresso, e a categoria é contra. Apenas 30% do efetivo estarão à disposição para realizar prisões em flagrante e levantamentos cadavéricos.
Fonte: Acorda  Cidade

INVESTIDORES DE ANGUERA E SERRA PRETA SOFREM COM BLOQUEIO DA TELEXFREE


Muitos moradores dos municípios de Anguera e Serra Preta estão apreensivos e indignados pelo fato da Justiça ter impedido as atividades da empresa TelexFree.

Tanto em Serra Preta, quanto em Anguera, o número de pessoas que investiu é muito expressivo, a ponto de não ser exagero dizer que, praticamente, mais de metade dos habitantes das duas cidades investiu dinheiro na empresa.

VENDA DE BENS
A maioria desses investidores são pessoas de poucas posses, que enxergaram na empresa uma oportunidade de se capitalizar e, num ato de sacrifício, venderam seus bens, como animais, veículos, imóveis e outros para poderem ter capital para investir.

O motorista de transporte Robson da Costa Santos foi um dos investidores que teve grande prejuízo. “Eu tive R$ 30 mil retidos pela justiça. Fiz 10 contas, cada uma no valor de R$ 3 mil e, em menos de uma semana, as contas da empresa foram bloqueadas. Não cheguei nem a retirar rendimentos. Esse dinheiro é de uma casa que eu tinha. Eu via todo mundo que conheço entrar na Telexfree e muitas pessoas que eu conheço já estavam ganhando bastante dinheiro, tendo o devido retorno. Então, peguei esse dinheiro e investi. Não conheço ninguém que tivesse prejuízo, a empresa depositava certinho o dinheiro de todo mundo. Não entendo porque a justiça fez isso. Agora eu não sei o que vai ser, pois o dinheiro está lá, bloqueado, e até agora a Justiça não devolveu nosso dinheiro. Se a Justiça bloqueou a empresa, ela poderia, pelo menos, devolver nosso investimento. Eu vendi uma casa, mas teve muita gente aqui de Anguera que vendeu terra, gado, carro, moto e outros bens para poder investir”, questionou o motorista.

                                   REFLEXO NO COMÉRCIO DE ANGUERA 

Uma comerciante de Anguera, que preferiu não se identificar, ressaltou que o comércio local sentiu o baque do bloqueio da empresa, pois como muitas pessoas da cidade investiram na empresa, aumentou vertiginosamente a circulação de dinheiro no comércio local, o que movimentou, e muito, a economia do município.

“Após as atividades da empresa, conforme as pessoas foram investindo e recebendo os depósitos referentes aos rendimentos, houve um superaquecimento nas compras. Me arrisco a dizer,inclusive, que  comercio de Anguera nunca vendeu tanto quanto nessa época, que foi o boom!. Praticamente todo mundo que eu conheço investiu na empresa. Todo mundo tinha dinheiro para pagar suas dívidas e comprar. Depois da proibição da Justiça, houve uma significativa queda no volume das vendas na cidade. Muita gente pegou dinheiro com agiotas, outros com bancos. Essas pessoas precisam que a Justiça devolva o dinheiro que investiram para poderem sanar suas dívidas”, ponderou a comerciante.

Fonte:F. do Estado